sexta-feira, 31 de março de 2017

Central do Brasil

Vagão do mundo
o (im)possível se repete
a todo segundo,
nos braços do tempo
que engole o espaço
e até numa lágrima
coube
a quebra do silêncio
de um vazio forçado
que finge ignorar a vida
que dança nos trilhos
nas roupas do trabalho
no suor do cansaço
desabafo
nos olhos
saindo do buraco
irrompem os raios de luz
que toca os barracos
que revela as rochas
as vendas
as pipas
as bicicletas solidárias de fim de tarde
os cordões umbilicais distantes
sertões
brasis
as dicotomias
entrelinhas
as segregações
concretas
e fluidas
discretas
e discrepantes
negadas
as sutilezas secretas
de histórias
sem fim
jornadas
entrelaçadas
nos terminais
daonde iniciam-se
milhares
de destinos



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