segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Entre escombros
impotentes
indigentes
soterrados
Do outro lado
aqueles espíritos podres
derramam sua crueldade
com a frieza
dos algozes
que são
Mas então
O menino Eduardo
nunca será vingado?
Nunca mais soltará sua pipa
O menino Eduardo
Nunca mais vai correr pelo beco
Com a bola na mão
Acender as velas
Continua sendo profissão
E sabe-se lá quando
Todo esse sangue
Vai estancar
Sabe-se lá
Só resta lutar
Vem correndo o sangue
incolor
invisível
sedento
A secar
Procurando o lugar
Pra virar seiva
O racismo nosso de cada dia nos dai hoje
Com ou sem
rede
(des) conectando os dados
O que transcende o fardo
O indivíduo
A intuição
Ou a razão
O satélite nem sempre nos reúne de fato
Só expande nossas misérias
grandes ou pequenas
E agora somos quadrúpedes com antenas
Quando poderíamos ter a verdade
Mas o que sempre teremos é a busca
Que desperta dentro
De cada nascimento
E nem todas as probabilidades
Dão conta
de tantas realidades
que vão e vem
no tecido do espaço-tempo
E o controle descontrolado se mantém
Até ser finalmente revelado
Além

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