quarta-feira, 2 de setembro de 2015


São múltiplas as éticas
E as certezas
Mas são certas as injustiças
E suas saídas
São ínfimas as palavras
Nascidas das singularidades                  no infinito
Mas quando saltam
Ao abismo
Do coletivo
Ecoam       

           

Espelho


 Quem é essa mulher
que me olha
E grita
Quem é essa mulher
Aflita
Com pele escura e salgada
Cabelos crespos
Ou lisos
Os olhos no amanhecer
E os pés na madrugada

Palavras de um futuro
Envolto em mil passados
Liberdade,
Ainda ardia
E dançamos sobre as brasas
E comemos agonia
Arrotando asas 


Dos rios


 Saudade dos irmãos
Saudade dos amigos
Quanta saudade grafada nessas ladeiras
Lavadas de sangue
De vidas interrompidas
Desmerecidas em sua origem
Corpos matáveis
Sem muitas satisfações
Vozes que ecoam
Pelos ares da cidade
As brisas do tempo espalham as cinzas
Que renascem faíscas
E os incêndios milenares
Brotam dos rios
De janeiro
A janeiro






Não vejo vazio
         No vazio
Vejo espaço

         Para o ato






Praqueles que no fundo tremem
diante das utopias
Revestidos de suas boas teorias

Hei de me dizer sim
Aos modelos
Não
E aos anti-modelos

Talvez